4. Mai, 2016

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4. Mai, 2016

SAUDADES DE DALILA

O Amor das pessoas amigas nos ampara quando elas se vão...
Dalila conheceu SEMED quando a Instituição iniciava seus primeiros passos. Foram muitos anos de trabalho e experiências. Jacqueline Praia foi sua aluna e depois sua colega, nesta Biblioteca.
Encontrei Dalila Bentes Duarte em 1999, preparando as inscrições dos professores que cursariam a graduação SEMED-UFAM, dos quais ela mesma seria aluna. Depois, trabalhamos juntas na Biblioteca, ouvindo suas lições sobre a vida, as pessoas, o Conjunto Hiléia onde morava e era líder comunitária e a Área Ribeirinha onde ela antes lecionara mas ainda continuava a lhe encantar, assim como ensinar Matemática em outra escola.

Uma vez, ao aparecer um início de um furúnculo, em minhas costas, Ela indicou-me a esquentar uma folha de "Pata de Vaca" com "Sebo de Holanda" e cobrir a área afetada . Em poucos dias, ao retornar à clínica, a médica me disse: não há mais nada para extrair!

Em outro momento, ao assistirmos juntas à missa do falecimento de Wilson, companheiro de trabalho, na Igreja de São Raimundo, comentei que alguns alunos meus não gostavam de seu nome: Raimundo. Ela perguntou se eu sabia o significado deste nome. Não, eu não sabia e ela explicou: Ensine para seus alunos: Raimundo significa "Rei do Mundo"! Ouvi. Fiquei me perguntando que Rai mundo não pressupunha Rei do mundo: não consegui perceber em que língua seria assim, mas levantei a auto estima de vários alunos, ensinando o que tinha aprendido. Muitos anos depois, com o auxílio da Internet, descobri que Raimundo, vem do gótico e significa "sábio, protetor". Certamente meus alunos também ficariam contentes...porque a sabedoria de Dalila tinha mesmo era o recheio da vida!

"Cronos", o rei mitológico somou o tempo: Dadá desenvolveu Diabetes e depois aposentou-se.
Seus ensinamentos permanecem com os que conviveram com ela e se multiplicam com os que convivem agora conosco. Penso que ela nasceu em dezembro (dia 12), porque ela era simples de aparência e gosto, mas grande de coração, típico de um Menino que também nasceu neste mês...

Agora, ela se foi: Deus precisou de mais uma professora, para de lá, contar o que aqui na terra, não seria possível fazer: contar o quanto pesa e o quanto vale a perda de uma grande amizade!

Com carinho, Ilvana e Jacqueline.

4. Mai, 2016